Acrobacia no parapente

A acrobacia no parapente constitui a realização de todo o tipo de manobras difíceis de serem concretizadas. Para as realizar, é necessário que um piloto tenha uma técnica muito apurada e uma panóplia de conhecimentos teórico-práticos infindáveis. Saiba o que é a acrobacia no parapente e conheça uma das modalidades mais alucinantes do desporto aéreo.

O parapente é a modalidade do voo livre que mais se tem evidenciado e crescido nos últimos anos. Esta evolução deve-se à força e à espetacularidade das suas modalidades, nomeadamente o cross country e a acrobacia. A acrobacia não é tão conhecida como o cross country, mas isso não quer dizer que lhe seja inferior. Antes pelo contrário! A acrobacia adiciona ao parapente uma dose extra de emoção e adrenalina, o que faz com que este desporto seja ainda mais eletrizante.  

Esta modalidade assemelha-se ao Freefly e ao freestyle no paraquedismo, em que um praticante executa todo o tipo de acrobacias radicais, através de uma série de movimentos de difícil execução técnica.

Qualquer erro poderá ser fatal e para que tal não aconteça, é necessário que um piloto possua um curso especializado. A realização de um curso numa escola de parapente possibilita ao aluno a aquisição de todo o tipo de conhecimentos sobre os movimentos de um parapente, mas também acerca de todas as medidas de segurança que a prática do parapente exige. Só assim terá condições para voar em segurança e realizar qualquer tipo de acrobacia. 

A competição na acrobacia 

As competições de acrobacia são, usualmente, realizadas sobre lagos e atraem milhares de espetadores e adeptos da modalidade. Nos campeonatos de acrobacia praticam-se dois tipos de competições: individual e em duplas. Numa prova individual é avaliada a precisão, a beleza artística e o grau de dificuldade das manobras que um determinado piloto realiza. Ao passo que, na competição em duplas, são avaliados todos os conhecimentos técnicos dos pilotos e a sincronização que é revelada entre eles.

De forma a garantir uma maior visibilidade para todos os espetadores, alguns pilotos voam, muitas vezes, com sinalizadores de fumaça, como forma de enobrecer o espetáculo que são as suas demonstrações ou provas.

Para conseguir realizar vários tipos de acrobacias no parapente, todos os seus praticantes devem conhecer detalhadamente o seu equipamento e praticar com muita frequência, especialmente em campeonatos nacionais e internacionais, onde a competição é maior e mais estimulante. 

As acrobacias principais 

Na acrobacia, existem várias manobras que um piloto pode realizar para se superiorizar aos demais e vencer uma determinada competição. Das mais importantes, destacam-se as seguintes: 

Wing Over: O Wing Over é uma acrobacia radical que um piloto pode realizar para cada um dos lados. O praticante executa grandes pêndulos laterais e, em alguns casos, chega mesmo a posicionar-se acima do velame. 

Espiral Assimétrica: Esta acrobacia é visualmente parecida com o Wing Over, onde o piloto balanceia sobre si próprio. Trata-se de uma acrobacia que é utilizada como ponto de partida para muitas outras, uma vez que é uma manobra que consegue acumular uma quantidade enorme de energia, possibilitando uma maior capacidade de voo e um maior manuseamento do parapente. 

Full Stall: O Full Stall é uma acrobacia que se estabelece quando o piloto atua nos batoques do parapente, fazendo com que o parapente pareça estar com um “furo”. No fundo, é um teste que é realizado na homologação de um parapente, para testar se um parapente consegue recuperar a sua aerodinâmica. É um teste que é realizado sobre a água. 

SAT: É a acrobacia mais popular do parapente. Foi inventada pelo piloto espanhol Raul Rodriguez e durante esta manobra, metade do parapente voa à velocidade mínima e a outra metade à velocidade máxima e isso faz com que esta acrobacia tenha um efeito visual arrebatador. A taxa de queda é baixa e a manobra é muito fácil e estável nos parapentes modernos.  

Helicóptero: Nesta manobra, o piloto e o parapente giram no mesmo eixo. Apesar de parecer de fácil realização, esta manobra é, na verdade, uma das mais difíceis de aprender. Trata-se de uma acrobacia que requer muita técnica e prática constante, caso contrário é facilmente esquecida. O nome de helicóptero provém do facto do paraglider girar de modo semelhante às hélices de um helicóptero. 

Looping: No parapente, os loopings são uma das acrobacias mais fáceis de serem realizadas. A realização de um looping é quando um piloto dá uma volta sob si próprio. A dificuldade principal em realizar esta manobra passa por encontrar o ângulo de inclinação. O ângulo de inclinação não pode ser muito alto, caso contrário o piloto perde velocidade, mas também não pode ser muito baixo, pois assim há falta de altura de trajetória. 

Tumbling: Antes de iniciar o Tumbling, um piloto deverá, por questões de segurança, ser capaz de realizar o Looping e o SAT, este último num ângulo de 180 graus. Em termos visuais, a realização desta manobra faz com que um piloto pareça que está a saltar à corda com o seu parapente.

McTwist: Esta é uma acrobacia onde há uma enorme tendência para o twist, o parapente como que baila sob os céus. É uma acrobacia constituída por uma dinâmica negativa e a sua execução é muito complicada, pois é exigido que o piloto exerça uma força enorme sobre os freios.

A melhor forma de evitar ou minimizar a diferença de rotação do parapente e do piloto é quando depois de uma ou duas rotações fortes, o parapente como que abranda e este é o momento ideal para soltar o travão. Dentro desta acrobacia surgiram outras variações, como por exemplo o Misty Flip.

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