Capacidade de voo do parapente

A capacidade de voo do parapente está intimamente ligada à forma como o parapente voa e se mantém no ar. Conheça os aspetos principais que afetam a capacidade de voo do parapente e saiba que ao compreendê-los pode melhorar a sua eficácia e capacidade em navegar por entre os céus.

A capacidade de voo do parapente pode ser explicada por uma série de fatores que possibilitam a realização de um voo perfeito, longo e tranquilo. Dos mais importantes, destacam-se os seguintes:

A autonomia do voo

Um parapente pode manter-se em voo durante várias horas seguidas, pois a sua autonomia não está dependente de qualquer tipo de combustível, mas sim das condições atmosféricas, da experiência e resistência do piloto. Estas são as 3 condições essenciais para um voo de parapente e determinam o tempo que um parapente se mantém no ar.

As condições atmosféricas

O vento é um dos fatores mais importantes que condiciona a capacidade de voo de um parapente. O parapente consegue descolar, voar e aterrar, com ventos de 0Km/h a 20Km/h. Se forem superiores a esta velocidade, a prática do parapente está comprometida, até mesmo para os pilotos mais experientes, pois a dificuldade em manusear e controlar o velame é enorme. Daí o motivo dos ventos fracos e das condições térmicas moderadas serem o habitat natural para a prática deste desporto de aventura.

A força de planeio

A capacidade de um voo de parapente está intimamente relacionada com a força de planeio que é exercida sobre o parapente.Existe uma força de planeio máximo na ordem dos 9:1. Isto é, com 100 metros de altitude, o parapente voa uma distância aproximada de 900 metros. Logo, quanto maior for o número de térmicas (correntes de ar quente) que um piloto encontre ao longo da sua viagem, mais hipóteses tem em se manter a navegar por entre os céus.

A velocidade do parapente

A capacidade de voo de um parapente reflete-se na velocidade que atinge. A prática do parapente conduz ao estabelecimento de uma velocidade na ordem dos 45 km/h, o que em relação ao solo poderá transformar-se em 65 km/h, dependendo da componente do vento em relação à do voo. Dada a sua baixa velocidade e força de planeio, a fuga rápida das zonas descendentes, ou de turbulência, fica comprometida e isso constitui a sua maior desvantagem. Por outro lado, as aterragens podem ser efetuadas em terrenos de dimensões muito limitados, mas com uma grande precisão.

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