O que é o voo rebocado com parapente

O voo rebocado permite a descolagem do parapente (paraglider, em inglês) e asa delta a partir de qualquer superfície plana do globo. Conheça em que consiste o voo rebocado no parapente e compreenda o porquê de não ser obrigatório estar na encosta de uma montanha para conseguir descolar em direção aos céus com o seu paraglider.

O voo rebocado constitui uma necessidade para fazer a descolagem de uma asa delta ou parapente em regiões planas. Com o auxílio do equipamento apropriado, um piloto consegue levantar voo de asa delta com a segurança necessária. Desta forma, não existe a necessidade, nem a obrigatoriedade de se deslocar para a encosta de uma determinada região montanhosa para praticar o voo livre.

O voo rebocado com parapente acontece quando um piloto descola com o auxílio de um determinado meio de transporte (carro, barco ou avião). Para que a descolagem rebocada aconteça, é utilizado um sistema próprio que vai conectar o paraglider ao meio de transporte escolhido. Existem diversos sistemas para conseguir um voo rebocado:

  1. Guincho com motor estacionário;
  2. Sistema de descolagem por guincho;
  3. Sistema estático;
  4. Trike (Aerotow) – o mais utilizado sendo muito apreciado graças à sua facilidade de descolar em pistas curtas.

Quando o meio de transporte escolhido começa a movimentar-se, arrasta consigo o piloto. O paraglider encontra-se a uma distância de 50 a 100 metros do guincho e à medida que a velocidade aumenta, o paraglider enche-se de ar e o piloto começa a sua subida. No final da pista, o piloto solta as amarras que o prendem ao meio de transporte e inicia a sua aventura de parapente ao sabor dos ventos.

Principais características do voo rebocado no paraglider

O voo rebocado no paraglider distingue-se dos demais graças à particularidade das suas características. Das mais importantes, destacam-se as seguintes:

  • Existem vários tipos de voos rebocados, como aquele que é feito via reboque terrestre, que é quando um piloto recorre ao auxílio de um automóvel para descolar; reboque aéreo, quando um ultraleve ou um trike conduzem o parapente até que este encontre uma térmica (corrente de ar quente) que lhe permita navegar livremente; e o reboque marítimo que é aquele que ajuda a descolagem do parapente através de um barco ou de uma lancha.
  • Para que um piloto seja rebocado numa superfície plana, ele deve, no mínimo, ter alguma experiência no voo de encosta para que não tenha problemas no comando do paraglider e do seu voo.
  • O piloto deve manter sempre o parapente alinhado com a direção em que está a ser puxado, para estar equilibrado logo que chegue o momento de descolar, caso contrário a descolagem será muito complicada. Ao sentir o paraglider desalinhado, terá de reiniciar a descolagem devido a questões de segurança, pois se tentar corrigir a sua posição, só vai piorar ainda mais a situação e causar mais instabilidade.
  • O piloto deve ter especial atenção ao vento forte que se possa sentir na descolagem. A velocidade do vento deve ser a mesma que o piloto encontra quando se lança da encosta de uma montanha, isto é, em torno de 20 a 30 km/h. As velocidades acima de 30 km/h em dias quentes e grandes variações de velocidade do vento são bons indicadores de turbulência. Assim sendo, o piloto deve aguardar que os ventos fiquem moderados.
  • A velocidade que o paraglider atinge quando um piloto opta pelo voo rebocado é igual à velocidade de voo em situação normal de planeio, entre os 15 e os 45 km/h.
  • Para cada 1000 metros de pista, o piloto consegue atingir uma altura que varia entre os 100 e os 250 metros, o que constitui uma altura suficiente para encontrar uma térmica.
  • Para aprender a usar o reboque, o melhor horário é a tarde pois o ar está mais calmo.
  • O voo rebocado no parapente constitui uma enorme vantagem para todos os pilotos que não têm uma montanha por perto. Em termos de proximidade, o voo rebocado é uma mais-valia para todos os praticantes da asa delta e do parapente, pois garante uma forma de descolagem eficiente e segura.

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