Salto de Precisão de Aterragem no paraquedismo

No paraquedismo, o salto de precisão de aterragem é um dos saltos mais complexos e técnicos que um paraquedista pode realizar. Conheça em que consiste um salto de precisão de aterragem no paraquedismo e saiba quais são os principais fatores que determinam a perfeição de uma prova desta natureza.

Em que consiste o salto de precisão na aterragem

Esta modalidade é praticada com o pára-quedas aberto e o objetivo principal passa por acertar com um sensor, que se encontra preso a um dos calcanhares de cada participante, num alvo eletrónico de 3 centímetros. O alvo eletrónico está situado em cima de um colchão no solo e o vencedor é aquele que conseguir uma marca mais próxima do centro do alvo.

Os resultados dos vencedores das provas de precisão de aterragem no paraquedismo são sempre muito renhidos. Os resultados são apresentados em centímetros e nos campeonatos mundiais, os resultados são de zero, um, dois, ou três centímetros em cada 10 saltos. Isto significa que os paraquedistas, maioritariamente, acertam na “mosca” (centro do alvo) em quase todos os saltos.

No final de todas as mangas, a equipa ou o competidor com o resultado final mais baixo é considerado o vencedor.

Ao contrário de outras modalidades de paraquedismo em que a sua ação se desenrola em plena queda livre, esta é uma modalidade que tem o centro de decisão junto ao solo, junto aos espetadores e isso diferencia-a das demais, pois confere-lhe uma maior emoção e calor humano.

No fundo é uma prova que exige uma grande perícia e coordenação de movimentos e todos os paraquedistas competem entre si para ver quem é o mais certeiro e regular.

Os 4 fatores decisivos para uma prova de Precisão de Aterragem

Para a realização de uma prova perfeita de precisão de aterragem no paraquedismo, existem diversos fatores que devem ser considerados:

1. O pára-quedas

O pára-quedas é um dos acessórios mais importantes para a realização de uma prova de precisão de aterragem bem conseguida. Dos tipos de pára-quedas existentes, atualmente, utilizam-se os pára-quedas retangulares, do tipo asa, que permitem um controlo total sobre a direção e navegabilidade do pára-quedas, além de serem bem mais suaves que os redondos tradicionais. Graças à suavidade oferecida pela asa retangular, o paraquedista consegue aterrar com uma maior precisão no centro do alvo.

2. As correntes térmicas

Depois de um paraquedista se lançar de um avião, ele fica alguns momentos em queda livre, a uma velocidade superior a 200 km/h e em direção ao solo. Trata-se de uma descida vertiginosa, porém, na modalidade de precisão de aterragem no paraquedismo, costuma-se dizer que só depois da abertura do pára-quedas (aproximadamente aos 800 metros) é que a prova começa verdadeiramente.

Ao longo da descida é muito frequente os paraquedistas encontrarem correntes térmicas (correntes de ar ascendente que permitem ganhar altura às aeronaves que a atravessam) que mudam completamente o trajeto do voo, à semelhança do que acontece no parapente.

Depois de apanhar uma corrente térmica é muito difícil para um paraquedista sair dela, uma vez que pode ser empurrado para bem longe da sua rota e distanciar-se do seu alvo. A acontecer esta situação, o paraquedista deve manter a calma e depois tentar manobrar cuidadosamente o pára-quedas, de modo a recuperar o controlo da direção e chegar a bom porto.

3. O vento

O vento é um dos principais responsáveis pelo condicionamento de uma competição de precisão de aterragem no paraquedismo. Ele determina a realização de uma boa ou má prova por parte de todos os paraquedistas. Nesse sentido, e para que todos os atletas possam competir em igualdade de circunstâncias, existem as regras seguintes:

  • As responsabilidades que as medições do vento obrigam, cabem ao juiz chefe e diretor de prova de precisão de aterragem;
  • A intensidade máxima que o vento pode atingir ao nível do solo está compreendida entre 6 a 8 metros /segundo;
  • Se o paraquedista aterrar e o vento que se sentir ao nível do solo for superior ao que está estipulado, o paraquedista pode aceitar a marca realizada ou solicitar ao juiz da prova um re-jump. Se o fizer deve-o fazer nos 15 segundos imediatos à sua aterragem;
  • A prova é imediatamente interrompida por um período mínimo de 5 minutos, caso o vento exceda os 9 metros/segundo.

4. O Alvo

O centro do alvo que o paraquedista deve acertar com o sensor que se encontra no seu calcanhar deve ser um disco eletrónico com uma marca central de 3 centímetros de diâmetro e deve possuir uma cor contrastante, preferencialmente amarelo sobre o disco negro.

O disco eletrónico deve ser colocado de forma centrada sobre um colchão artificial, ser mantido o mais plano possível e ser capaz de medir um raio mínimo de 16 cm.

Logo após a aterragem de cada competidor, o disco eletrónico deve ser reposto imediatamente para serem verificados os resultados de outros competidores, exceto durante os saltos em equipa, caso exista insuficiência de tempo devido ao pouco espaçamento entre a aterragem dos jumpers. O bom jogo em equipa permite a coordenação na aterragem de todos os seus elementos.

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