Tipos de pára-quedas no paraquedismo

O pára-quedas é o objeto mais importante e eficaz na prática do paraquedismo. Ele é o responsável principal pela aterragem segura de todos os paraquedistas e possibilita a navegação tranquila por entre os céus. Saiba quais são os tipos de pára-quedas existentes no paraquedismo e saiba como a sua evolução foi benéfica para todas as modalidades deste desporto radical.

O paraquedismo já há muito que deixou de estar confinado à esfera defensiva e militar de um determinado país ou governo. Hoje, é um dos desportos mais radicais e emocionantes e encontra-se acessível a todos os praticantes. Existem dois tipos principais de pára-quedas no paraquedismo: os pára-quedas redondos em forma de cogumelo e os retangulares, do tipo Asa.

Os pára-quedas redondos em forma de cogumelo

Os pára-quedas redondos e em forma de cogumelo são aqueles que, na maioria dos casos, são utilizados para fins militares, de emergência ou aplicação de carga.

Estes pára-quedas são inconfundíveis graças ao seu velame arredondado, pelos seus gomos em forma de triângulo e pelo facto de não poderem ser manobrados quer à esquerda ou à direita, o que impossibilita a escolha do melhor local para aterrar.

No início do século XX, o pára-quedas redondo começou a ser utilizado para proteger os tripulantes de aviões militares durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Anos mais tarde, em plena Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os pára-quedas foram desenvolvidos para o lançamento de homens ou mantimentos num ponto estático, por exemplo, atrás das linhas defensivas do inimigo, o que constituía uma vantagem gigantesca.

Estes pára-quedas apresentam um furo no topo superior do velame de forma a sair o ar interior e a reduzir as oscilações da queda. Depois de estarem em plena queda, os paraquedistas ou as mercadorias descem numa posição vertical e são colocados de forma estratégica no terreno. Quanto mais vertical for a queda, menor a possibilidade de haver alguma colisão no ar.

Neste período, o paraquedismo estava intimamente ligado a ações militares e a uma estratégia de combate ofensiva e o pára-quedas redondo em forma de cogumelo era uma das armas que possibilitava o ataque.

Os pára-quedas retangulares ou do tipo Asa

Os pára-quedas retangulares ou do tipo asa são os pára-quedas que são utilizados atualmente no paraquedismo, e também no parapente.

Na década de 70, deu-se a passagem do paraquedismo exclusivamente militar para um desporto radical de massas e isso fez com que o modelo de construção dos pára-quedas se alterasse. A partir dos pára-quedas redondos, como o T-10 e T-U, foram desenvolvidos os velames conhecidos por Papillon e Pára-Commander. De redondos e estáticos, passaram a ser retangulares e dinâmicos e assemelham-se às asas de um avião. Trata-se de um pára-quedas em forma de aerofólio. Os aerofólios consistem em duas camadas de nylon, ligadas a duas paredes de tecido que formam as células. Estas células são preenchidas por ar pressurizado que entra pelas aberturas que se encontram na frente do velame, o que vai inflar o pára-quedas e fazer com que a velocidade e direção sejam controladas como um parapente (paraglider).

Atualmente, os pára-quedas retangulares são mais que um meio de transporte vertical, eles são autênticas asas de voo e são totalmente dirigíveis pelos paraquedistas.
Quando este pára-quedas se encontra aberto, os gomos enchem-se de ar e possibilitam a elaboração de um movimento horizontal que faz com que o paraquedista possa escolher - com alguma liberdade - o local do pouso, através da condução dos batoques.

Estes pára-quedas são muito utilizados em várias competições, principalmente na competição de precisão, onde todos os paraquedistas competem entre si para ver quem é o mais certeiro e regular.

Desde os primórdios que os pára-quedas têm vindo a ser trabalhados e desenvolvidos e isso faz com que o paraquedismo e as suas modalidades estejam em constante evolução para patamares superiores.

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