Wingsuit no paraquedismo

Se sonha desde pequeno em ter o super poder de voar como o super-homem, saiba que hoje em dia é possível realizar o seu sonho e não se trata de uma ilusão ou de um mero truque de magia. O wingsuit é a prova máxima disso mesmo! É uma das novas modalidades do paraquedismo atual e destaca-se das demais pela adrenalina e liberdade que proporciona. Conheça o que é o wingsuit e saiba o que tem de fazer para voar e cruzar os céus como um verdadeiro pássaro.

O que é o wingsuit

O wingsuit é uma das modalidades mais recentes do paraquedismo e é aquela que, neste momento, recolhe um maior número de adeptos e praticantes.
O objetivo principal deste desporto de aventura é aumentar o tempo em queda livre e a velocidade horizontal que o paraquedista atinge. Isto possibilita um aumento considerável na distância percorrida entre o ponto de saída do avião e o local onde vai aterrar.
O wingsuit é um desporto onde se chegam a atingir velocidades horizontais superiores a 220 km/h, ao passo que a velocidade vertical desce radicalmente para os 30 km/h, o que faz com que os wingflyers prolonguem o seu tempo em queda livre. A descida é agora mais prolongada, o que aumenta a adrenalina do salto e isso faz com que os paraquedistas planem nos céus durante muito mais tempo, graças às correntes de ar quente ascendentes (conhecidas como térmicas).
Esta modalidade é assim o cruzamento do paraquedismo tradicional com a asa delta e permite encarar o paraquedismo numa outra perspetiva: a horizontalidade dos paraquedistas e a velocidade que esta posição atinge.
O homem, como um verdadeiro pássaro, cruza os céus de forma destemida e segura e domina agora uma das técnicas que sempre ambicionou: a velocidade horizontal, um dos maiores poderes (se não o maior) do super-homem.

A consistência do voo

Na prática do wingsuit, quando um paraquedista salta de um avião e permanece na posição horizontal em plena queda livre, ele tem a possibilidade de percorrer uma maior distância de voo. Por exemplo, um paraquedista pode lançar-se sobre o centro de uma determinada cidade e aterrar numa outra que se encontra muito mais afastada.
O recorde mundial do voo mais longo com wingsuit é da autoria de um paraquedista suíço, de seu nome Ueli "Sputnik" Gegenschatz. O paraquedista saiu de um avião a uma altura de 4.500 metros e voou cerca de 17,6 km por cima das águas da costa da Irlanda a uma velocidade aproximada de 250 km/h.

O fato asa no wingsuit

Este tipo de distância só é conseguido graças ao equipamento utilizado na prática da modalidade, o fato asa. Trata-se de um fato que tem asas entre as pernas, entre os braços e o tronco do paraquedista. As asas funcionam como os velames e contêm estruturas de nylon que ligam as partes, permitindo a estabilidade do voo.
O preço do fato asa é ainda elevado e custa a módica quantia de 445 euros/1.020 reais. Em todo o caso, com a massificação deste desporto e com o aumento da concorrência, espera-se que o preço deste equipamento desça consideravelmente.

O que é necessário para praticar wingsuit

Para praticar o wingsuit, é exigido que os paraquedistas tenham muita experiência (mais de 300 saltos) e que recebam um treino específico antes de praticar esta modalidade, pois a velocidade horizontal tem técnicas específicas para ser melhor controlada e dominada.
Ao invés do salto vertical, em que é importante atingir uma velocidade de descida vertiginosa, ou da precisão com que o paraquedista aterra e até mesmo das habilidades que efetua, como no paraquedismo freestyle, o wingsuit diferencia-se dos demais pela consistência que o seu voo proporciona aos paraquedistas e pela abertura de novos horizontes para o próprio paraquedismo.

Esta é, sem dúvida, uma modalidade do paraquedismo que aproxima o homem do seu sonho íntimo em voar. O avanço das tecnologias e o desenvolvimento da técnica colocará o homem a navegar e a cruzar os céus junto dos pássaros. Os céus deixarão de ser um espaço aberto e reservado apenas aos pássaros e aos meios de transporte aéreos, pois o homem fará, cada vez mais, parte do espaço aéreo. O que hoje parece ser uma ilusão pode amanhã ser um facto e bastará ao homem abrir os braços para voar.